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Outubro 5, 2008
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Agosto 18, 2008
Desabafo nº1000
Agosto 12, 2008
Não estou bem, ok?
Saudades, melancolia, depressão… Se fossem só estes os meus problemas eu contaria rindo, porque já estou acostumada! Mas não são. Eu tenho passado por sérios apertos no peito, enjôos, resistência baixa, tonturas, desejos, fobia social cada vez mais acentuada! Isso está me destruindo e não vejo como resolver.
Quer dizer, Neosaldina, Atroveran, Dramin, Lisador, Oftalmologistas, Fluoxetina, Sibutramina, nada tem adiantado. E sem essa de recomendar cigarro, ok? Eu era bem mais feliz nos tempos de straightedge girl. Só espero que essa angústia passe logo, e sem que eu mande alguém tomar no cu.
Há ainda muito por fazer.
*E eu não quero ver decepção no espelho mais uma vez.
Homens… pff.
Agosto 12, 2008
O que mais me incomoda nos homens é que só eles conseguem a proeza de tornar as mulheres AINDA MAIS (!!!!!!!) confusas e sequer notarem isso. Além disso, até hoje não me relacionei com nenhum que não tivesse o rei na barriga.
(Ok. Ontem me estressei com UM chato que não sai do meu pé e acabei soltando algumas frases de atribuição duvidosa no Twitter. Pra quê? TODOS os homens com quem mantenho contato diário vieram vestindo a carapuça e – pasmem – teve até aqueles que se sentiram ofendidos quando eu disse que não. COMO ASSIM??? A arrogância atropelou o limite do ridículo, acelerou e foi em frente!)
Não quero saber de homens por tempo indeterminado.
E antes que alguém venha com a mesma piadinha que minha mãe fez ao me ouvir falar isso (“Só de homens, né? Mulher pode? AAAAI EU JÁ DESCONFIAVA!”) eu já vou logo avisando que nem homens, nem mulheres, nem animais, nem árvores. NÃO QUERO envolvimentos físicos, psicológicos ou emocionais com ninguém até aparecer alguém capaz de mudar minha opinião sem encher meu saco. Fim.
Arianices
Agosto 11, 2008
Depois do meu acesso de futilidade pública esse fim de semana, aqui estou eu, de volta. Aulas de lingüística a menos, pra ajudar *-*. Cheia de trabalhos chatos e leituras insossas acumuladas que não deveriam permitir que eu ficasse aqui sentada no computador, maaas só me empurram cada vez mais pra esse vício maldito abismo chamado internet.
E eis que hoje acordei cantando. Eu sei que estou sempre cantando, mas hoje foi especial. Por quê? Porque estou dizendo que foi e ponto final. E espero que o dia não termine uma merda, porque pelo menos o começo foi bem prazeroso até.
<desabafo>E eu ODEIO temas de wp. Fica a dica. Nada do que eu faço fica bom. </desabafo>
Fim. [por enquanto]
Pai
Agosto 10, 2008

Tá bom. Eu fiquei horas e horas pensando e não consegui pensar em nada pra dizer aqui. E é difícil, ok, falar alguma coisa sobre alguém que está sempre com você, sempre pensando e fazendo as coisas por você. Que te acorda com um beijinho às 5 da manhã e te busca no metrô meia-noite, não importa que horas tenha que acordar no dia seguinte. E no outro. E no outro. Enfim. Pai é pai. Descobri que é inefável.
Mas tem resumo melhor que “Eu te amo”?
…
Agosto 10, 2008
Estou meio repulsiva, confesso. E é triste.
Carta do Dia
Agosto 10, 2008
Vira e mexe o Personare me dá vontade de jogar o PC na parede. Sempre fala coisas óbvias, como qualquer horóscopo que se preze. Mas quero lembrar mais tarde do que o tarô dele me disse hoje – faz sentido. Sempre faz.

Rainha de Paus
Manter-se fiel a si: condição fundamental para o triunfo
A Rainha de Paus emerge como arcano conselheiro para a sua vida neste momento, Ariane, sugerindo a necessidade de manutenção da fidelidade para com seus objetivos e ideais, por mais que todas as outras pessoas insistam para que você tome outros caminhos. A lealdade para consigo é condição fundamental para o sucesso neste momento. Persista e, por mais que você chegue a ter dúvidas de que irá conseguir, terminará obtendo o desejado – talvez não da maneira como você imaginava, mas de uma forma altamente satisfatória. Várias pessoas tentarão lhe convencer a abandonar seus caminhos, chamando de “tolice” os objetivos que você tem em mente. Ainda que você tenha de assumir uma postura não tão simpática, mantenha-se fiel ao seu desejo de alma.
Conselho: Manter a persistência é fundamental.
Ballad In Plain D
Agosto 10, 2008
Myself, for what I did, I cannot be excused,
The changes I was going through can’t even be used,
For the lies that I told her in hopes not to lose
The could-be dream-lover of my lifetime.

Ou: Bob Dylan falou comigo de novo.
Faz falta…
Agosto 10, 2008
Aquele velho relógio que meu pai comprara num antiquário acabava de anunciar: dez horas da noite. A estafa parecia pedir para que eu fosse para a cama. No exato momento em que reclinei a cabeça no travesseiro, vi que não conseguiria dormir. O peso e a culpa rondavam minha cabeça. Não deveria ter falado nada daquilo. Ou deveria? Não sei. Não me culpava por ter sido sincera. Mas me culpava por ser tão ciumenta, tão possessiva. Como podia ser assim? Passei grande parte da noite me culpando. Por ter discutido com ele. Por ter dito coisas que poderia ter silenciado. Por ter sido estúpida. Por amá-lo. É, por amá-lo. Foi isso que me levou a brigar, foi amá-lo demais! Não, não podia nem ao menos cogitar uma situação dessas. Mas lá estava eu, apaixonada por ele. Pelo meu amigo, meu grande amigo. E isso eu nunca iria perdoar. Quer dizer, iria perdoar em alguns minutos, pois precisava viver em harmonia comigo mesma. Só não queria. Não queria aceitar essa paixão, não queria que ela tomasse conta de mim.
Ah! A culpa era dele! Eu estava decidida. Já era meia-noite, e eu me embolava entre cobertor e travesseiro. Expulsei a cachorrinha da minha cama inúmeras vezes, deixando-a sedenta de carinho. Não queria ninguém por perto. Queria me entender. Mas como? Havia anos não podia mais acompanhar o que se passava em minha cabeça. Por isso decidi, e sim, a culpa era definitivamente dele. Aqueles “eu te amo” sussurrados em meu ouvido, aquelas propostas de amor eterno, aqueles incansáveis pedidos de ligação, os recados que diziam “Saudades de sua voz.”, as palavras de duplo, triplo, quádruplo sentido, as vezes em que ele me dizia que eu eu era especial. Todas as lembranças tomaram conta de mim, e era como se eu estivesse vendo um filme. Só havia uma coisa a fazer. Aceitar, me entregar. Mas eu não podia. Eu o chateei. Eu me senti reduzida à nada quando o vi falando com outra. Senti-me possuída. Senti-me possuidora. Achava que ele me pertencia, e não é bem assim, nunca foi. Briguei sem sequer explicar o porquê. E algum dia poderia explicar? Diversas vezes tive a chance de dizer “Eu gosto de você”. Mas eu não disse. Nós éramos muito ligados, e cada “eu te amo” era apenas mais um “eu te amo”, um amor fraternal, um amor verdadeiro. Pelo menos pra ele.
Um impulso me fez levantar da cama. Não podia fazer barulho, estavam todos dormindo. Fui devagar até a cozinha. Pensei no que poderia dizer à ele. Café, eu precisava de café. Meu organismo pedia. Enquanto preparava o café, milhares de idéias cercaram meus pensamentos. Um outro impulso me fez pegar o telefone e digitar os primeiros números. Mas não cedi. Desliguei. Uma hora da manhã, o que falaria? E ele ainda estava chateado comigo. Resolvi deixar tudo para o dia seguinte. Não tomei o café, nem ao menos terminei de fazê-lo. Fui ao banheiro, lavei o meu rosto e fui deitar-me – novamente. Desta vez, deixei a cachorra, que já estava na cama me esperando, ficar comigo. A verdade é que eu precisava de carinho. Estava como ela: querendo amor. Entregando-me totalmente sem me importar com quantas vezes fosse jogada fora. Eu sempre voltava, esperando uma nova chance. Entendi a Isabella. Entendi a mim mesma. Eu era aquela cachorrinha, eu era a Isabella. E o meu amigo era eu. Uma hora, quando tivesse de ser, seria. E logo eu estava dormindo. Repousando.
No dia seguinte, fingi não ter acontecido nada. Deixei para ele um recado como os de sempre: “Eu amo você, saudades”. Não fiquei esperando ligação, e não estranhei ele não ligar – embora ele ligue todos os dias. Havíamos brigado, era aceitável que ele me evitasse. Passei meu dia, feliz, ignorando o que se passou. Apenas senti falta, mas meu orgulho não me permitiu telefonar. Acho que estou amadurecendo, por mais infantil que eu seja. Estou deixando a vida passar… Quem sabe a reconciliação não vem a ser mais um capítulo dessa minha vida? Quem sabe não exista o capítulo do namoro, ou do casamento? Quem sabe esse não seja o último texto que escrevo?
Do futuro ninguém sabe, decidi aproveitar o tempo presente. Mas que ele faz falta, ah, faz.
[Postalo originalmente em http://recantodasletras.com.br/autores/arianefreitas - já há um tempo.]








































