Solilóquio
Setembro 16, 2008
Chega de fingir ser forte ou ficar se escondendo por trás de uma personagem que diz muito sobre você. Você nunca foi assim, pelo menos não era no meu tempo. Quer desabar, desabe. Corra lá, compre seu Lucky e seu Caramel Machiatto, sente-se embaixo do guarda-sol verde e se deixe relaxar lendo poesias ou ouvindo boa música, que seja. Mas vá ser feliz, nem que seja curtindo a fossa. E tenho dito.

Eu mandei ir, o que está esperando?
ps.: Esqueça-o. Cada cachinho de sua cabeça. Esqueça. Ele nem liga pra você. E vá logo que tem muito o que fazer. Toque violão, cante, faça o que vier à cabeça. Mas volte ao mundo a tempo.
Participação especial: Ariane Queiroz de Freitas, 14 anos, na foto.
La fabuleuse Mauvaise Version d’Amélie Poulain
Setembro 15, 2008
Ou: A Fabulosa Versão Errada de Amelie Poulain
Mais uma vez, qualquer semelhança é mera consciência conseqüencia coincidência.

Nunca teve delicadeza nos movimentos ou palavras, mas sempre foi uma pessoa de delicadeza inexplicável por trás da grande carcaça de pedra que costumava utilizar como proteção – e que poucos conseguiam atravessar ou enxergar além de. Dezoito anos e colecionava sonhos, uma boa porção realizada, outra não menos significativa guardada e vivida intensamente todos os dias, mesmo que só em seu mundo particular.
Os sonhos que realizara foram, de certa forma, frustrantes. Idealizar demais, no fundo, é isso: um constante e eterno meio de frustração. Mas ela sabia que nada era perfeito como a fazia acreditar seu coração. E nele é que vivia as melhores coisas de sua vida: sentia abraços nunca dados, olhares trocados com alguém que nunca a olhou, mãos macias que nunca tocaram as suas, beijos românticos e mordidas em lábios que nunca tocou. (Nunca fora beijada de verdade: pelo menos nunca sentiu ter sido. Em suas poucas experiências os resultados foram decepcionantes. Não houve química, tesão, carinho, vontade. Só medo, pressão ou culpa. Incontidos. Irremediáveis).
A vida toda lutou para ver sorrisos nos rostos dos outros. Gostava de ouvir desabafos, opinar. Não tinha medo de ser cruel dizendo a verdade porque sabia que seria mais cruel escondê-la. Abria mão de desejos no decorrer de sua vida apenas para que outros pudessem usufruir deles. Aqueles que amou, mesmo que a fizessem chorar, ela sempre fez toda a questão de ver sorrindo.
Nunca serviu muito para o mundo real. Sempre foi um poço de dúvidas. Incompreensível alguém que pouco viveu entre outros humanos carregar tantos traumas.
Mas era feliz sozinha, embora tivesse certos espasmos de carência. Esperava a pessoa certa enquanto criava relações perfeitas e imaginárias com as pessoas erradas. Em seu mundo, todo dia era dia de um novo final – feliz.
Amélie Poulain Mode de Vie
Setembro 15, 2008
Já que eu vivo de sonhos, me deixa – só hoje – viver repetidas vezes um final feliz?

O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar
Insônia
Setembro 14, 2008
Três horas. Chove lá fora.
As expectativas foram, de longe, superadas.
Personare deu uma massageadinha no ego.
Já já é hora de estar em pé e fazer mais trabalho. E trabalho. E trabalho. Que a vida é um eterno para frente e para o alto, nunca pra trás. E pra frente eu vejo trabalho…
Guardei Minha Viola
Setembro 13, 2008
Minha viola vai pro fundo do baú
Não haverá mais ilusão
Quero esquecer ela não deixa
Alguém que só me fez ingratidão
(Minha viola)No carnaval quero afastar
As mágoas que meu samba não desfaz
Pra facilitar o meu desejo
Guardei meu violão, não toco mais
(Paulinho da Viola)
Café, lousa ou prato
Setembro 13, 2008
In certeza…
Como café sem açucar
Unha na lousa
Faca no prato
A testa franze e as orelhas levantam
Os olhos fecham (e a coragem para abri-los?)
Dessa vez, não é nenhum deles
Café, lousa ou prato – que nada, burro – é seu coração.
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As coisas não costumam ser fáceis pra ninguém, eu sei. Mas às vezes o que passou faz muita falta, porque a impressão de estar sozinha é inevitável. Sozinha no meio de tanta, tanta, tanta gente… (E a saudade que me dói é a de ter ainda tudo ao lado, mas na superfície. É da profundidade a saudade que tenho).
Ah, quer saber?
- é meu coração.
dos parênteses
Setembro 13, 2008
Quando alguém começa a descobrir detalhes de sua vida pessoal no msn às três da madrugada, tudo fica, no mínimo, constrangedor. Parece que não dá pra falar nada se não for nas entrelinhas.
Bruno says:
(temos muito a conversar)
Ariane Freitas . says:
(sim, talvez sim. eu sou eu mesma o tempo todo, e mesmo assim sou diferente daquilo que aparento)
Bruno says:
(você é exatamente aquilo que parece ser. quem vê errado só está tentando enxergar além e fingir que entendeu algo sem parar pra pensar de verdade)
Eu ainda não entendi, talvez nunca entenda. Desde pequena, sempre fui fissurada por gramática, sempre presa a detalhes que nem minha mãe, professora de Língua Portuguesa, notava. E os parênteses sempre foram um mistério pra mim. Trazem informações internas, externas, observações relevantes ou não. Mas, de uma froma ou de outra, eles sempre fazem tanto sentido… Pelo menos do meu ponto de vista.
(Mas quem sou eu pra ter esse tipo de ponto de vista?)
Infelizmente, a inteligência extrema da infância deu lugar a uma sobrecarga inigualável. Hoje em dia, cometo erros grotescos e mal sou capaz de perceber. A rotina Cásper – USP é bem mais pesada do que parece, mesmo para alguém que não a leva tão a sério. Eu mudei, não vejo mais muitas coisas como via antes. Mas os parênteses estão ali, sempre. Parênteses, travessões, vírgulas, aspas… Sempre me deixando a impressão de que carregam muito, muito, muito do sentido. E mais – de que, do tudo que eles trazem, eu não sei quase nada…
Foco nos parênteses. Às vezes neles é que moram as respostas.
Madrugada de sexta
Setembro 13, 2008
Eu sinto que é hora de questionar meu visual quando encontro gente que usava o mesmo que eu (e me inspirava!) há um tempo atrás e hoje é mais que normal. (Daí eu ligo o foda-se, que eu não sou normal mesmo.) Enfim. hahaha

Pizzaria Vitrine: pessoas bizarras na porta, pessoas indiferentes dentro, pizza cara, cerveja barata e amigos ao lado.
E os caras só deixam você entrar se forem com tua cara, fikdik. HAHAHA
A Augusta continua a mesma…
(E eu já já tenho CFC e oftalmo, so, let’s go bed).
Já contei que esse fim de semana será um CRÉU muito grande na minha vida?
ps: Vanguart hoje e Mombojó amanhã no STUDIOSP. E eu em casa =(
Like A Rolling Stone
Setembro 12, 2008
Once upon a time you dressed so fine
You threw the bums a dime in your prime, didn’t you?
People’d call, say, “Beware doll, you’re bound to fall”
You thought they were all kiddin’ you
You used to laugh about
Everybody that was hangin’ out
Now you don’t talk so loud
Now you don’t seem so proud
About having to be scrounging for your next meal.
How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
You’ve gone to the finest school all right, Miss Lonely
But you know you only used to get juiced in it
And nobody has ever taught you how to live on the street
And now you find out you’re gonna have to get used to it
You said you’d never compromise
With the mystery tramp, but now you realize
He’s not selling any alibis
As you stare into the vacuum of his eyes
And ask him do you want to make a deal?
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
You never turned around to see the frowns on the jugglers and the clowns
When they all come down and did tricks for you
You never understood that it ain’t no good
You shouldn’t let other people get your kicks for you
You used to ride on the chrome horse with your diplomat
Who carried on his shoulder a Siamese cat
Ain’t it hard when you discover that
He really wasn’t where it’s at
After he took from you everything he could steal.
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
Princess on the steeple and all the pretty people
They’re drinkin’, thinkin’ that they got it made
Exchanging all kinds of precious gifts and things
But you’d better lift your diamond ring, you’d better pawn it babe
You used to be so amused
At Napoleon in rags and the language that he used
Go to him now, he calls you, you can’t refuse
When you got nothing, you got nothing to lose
You’re invisible now, you got no secrets to conceal.
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
Orgulhinho
Setembro 12, 2008

Não esperava menos desde que falamos pela primeira vez.
[Conheço desde sempre e nem sabia, ó! Mas foi depois de descobrir seu abraço que aprendi olhar o nome do repórter matéria por matéria.]
Quando crescer, quero ser igual a você.
E, ah… Que saudades eu tenho.
(A única tristeza? Ele não é mais foca. – bah! Quem liga?)
E mil urras ao twitter, que ajudou a amizade nascer.
(ps> não esquece, hein? você sempre terá uma leitora assídua além da sua mãe. ahaha)
(ps2> arranje um tempo pra responder aos meus emails, cazzo!)







































